sexta-feira, 2 de julho de 2010

Outono


Ainda pior do que a convicção do não é a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase.

É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata, trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.

Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou jamais amou na vida.

Para entender isso, basta pensar em todas as oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas ideias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono...


3 comentários:

Juan Moravagine Carneiro disse...

Lindo texto...

Senti na pele tudo o que você colocou em palavras...

abraço

.tangerine disse...

=)

Acho que é uma coisa que sentimos com alguma frequência, não?

Obrigada por comentar!

Evely Libanori disse...

viver no outono, sem conhecer a primavera. E então será o "quase" ou o "não". Florescer.